Essa não é a hora que eu costumo postar, e tive que deixar muita pauta importante atrasar porque os últimos 3 dias eu passei atolado de obrigações. Mas hoje o Brasil apresentou mais de QUATROCENTAS mortes oficiais registradas em 24h, e precisamos falar sobre isso.
Quem acompanha meus posts já sabe que estava mais ou menos previsto alcançarmos esse terrível e nefasto patamar ao fim dessa semana. O curioso porém é o que eu marquei com a seta no gráfico.
Apesar dos sobes e desces, nos dias de transição entre Ministros foram anunciadas (20-21/04) 383 mortes, o que faria todo sentido considerando a tendencia de 200 e poucas mortes nos dias anteriores. Porém, pela primeira vez, o Ministério anunciou um erro de divulgação/digitação e reduziu para 115 mortes.
Estranho, como disse na minha última postagem, mas possível. No entanto, nos 3 dias seguintes as mortes transitaram nessa faixa de 100 e poucas mortes, como se retrocedesse 10 dias no tempo, sendo que nada apontaria para esse retrocesso. E tudo parece explodir no dia de hoje, com anuncio de 400 mortes, que faria muito mais sentido se desde o dia 20 a curva mantivesse 200-300-400.
É um dia muito triste para o país. Também muito triste perceber que quando eu digo que até o fim dessa semana a maior parte do país não teria leitos e isso está acontecendo. Mas quanto ao desvio numérico podemos imaginar pelo menos duas coisas.
Antes de colocar queria colocar o apontamento do Lucas Mourão, cujo julgamento eu respeito, faz todo sentido, e quero acreditar que assim o seja.
"O MS não poderia simplesmente manipular os dados porque dá pra tirar a prova real com os números apresentados pelas secretarias de saúde.
A queda nos finais de semana são relativamente comuns porque a capacidade de processamento dos laboratórios diminuem, então é normal ver uma queda mais forte nos sábados, domingos e segundas.
Esse numero de 407 provavelmente também contém uma margem de correção; isto é, parte desse número possivelmente se refere aos acumulados do final de semana, se amanhã cair pra 200 e poucos ou 300, ou até menos do que isso, não será surpresa. E nos dias seguintes (sab, dom e seg) devem cair mais ainda, e aí na terça ou quarta que vem dá outro salto, e assim vamos pelo menos até que a capacidade de processamento dos laboratórios consigam processar uniformemente durante toda a semana."
1) Mera coincidência
2) O novo Ministério tentou abafar alguns casos na primeira semana de atuação, para ganhar confiança política no discurso que já vem desde Osmar Terra que os números estão caindo, mas não conseguiu.
Quem acompanha meus posts já sabe que estava mais ou menos previsto alcançarmos esse terrível e nefasto patamar ao fim dessa semana. O curioso porém é o que eu marquei com a seta no gráfico.
Apesar dos sobes e desces, nos dias de transição entre Ministros foram anunciadas (20-21/04) 383 mortes, o que faria todo sentido considerando a tendencia de 200 e poucas mortes nos dias anteriores. Porém, pela primeira vez, o Ministério anunciou um erro de divulgação/digitação e reduziu para 115 mortes.
Estranho, como disse na minha última postagem, mas possível. No entanto, nos 3 dias seguintes as mortes transitaram nessa faixa de 100 e poucas mortes, como se retrocedesse 10 dias no tempo, sendo que nada apontaria para esse retrocesso. E tudo parece explodir no dia de hoje, com anuncio de 400 mortes, que faria muito mais sentido se desde o dia 20 a curva mantivesse 200-300-400.
É um dia muito triste para o país. Também muito triste perceber que quando eu digo que até o fim dessa semana a maior parte do país não teria leitos e isso está acontecendo. Mas quanto ao desvio numérico podemos imaginar pelo menos duas coisas.
Antes de colocar queria colocar o apontamento do Lucas Mourão, cujo julgamento eu respeito, faz todo sentido, e quero acreditar que assim o seja.
"O MS não poderia simplesmente manipular os dados porque dá pra tirar a prova real com os números apresentados pelas secretarias de saúde.
A queda nos finais de semana são relativamente comuns porque a capacidade de processamento dos laboratórios diminuem, então é normal ver uma queda mais forte nos sábados, domingos e segundas.
Esse numero de 407 provavelmente também contém uma margem de correção; isto é, parte desse número possivelmente se refere aos acumulados do final de semana, se amanhã cair pra 200 e poucos ou 300, ou até menos do que isso, não será surpresa. E nos dias seguintes (sab, dom e seg) devem cair mais ainda, e aí na terça ou quarta que vem dá outro salto, e assim vamos pelo menos até que a capacidade de processamento dos laboratórios consigam processar uniformemente durante toda a semana."
1) Mera coincidência
2) O novo Ministério tentou abafar alguns casos na primeira semana de atuação, para ganhar confiança política no discurso que já vem desde Osmar Terra que os números estão caindo, mas não conseguiu.

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