Publicado em 17 de março de 2020
Nessas horas de pandemia global que a gente pensa como tragédias globais podem mudar a cultura de um povo (não que os brasileiros em sua maioria tenham caído na real sobre a gravidade do quadro). Minha experiência individual não é representativo de nada, mas sempre vivi com um básico de coisas em casa, principalmente comida. Comprava o que viesse na telha sem nenhum planejamento, talvez um pequeno calculo mental semanal de frutas e outras pequenezas.
Nesse cenário de facilidade para comprar suprimentos sem prazo, sendo que nunca fui uma pessoa acumuladora, hoje com esse risco do Corona me pego pensando em que eu teria que comprar caso tenha que ficar 2-3 meses ilhado em casa.
Como disse, nunca fui consumista, então o calculo não é tão difícil, mas foi uma maturidade imposta por um fator externo inevitável.
O Brasil, apesar da catástrofe social que gera outros tantos cálculos, teve a maior parte da sua "história genérica" marcada por certo comodismo de condições de vida.
É isso gente, tenham a dignidade de comprar apenas o que é necessário nos tempos possíveis de escassez para que todos tenham condições de se preparar. Não sejam egoístas.
Lavem as mãos e só façam o essencial e inevitável na rua.
Usem os próximos 10 dias para organizar a vida.
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